Eliminar “vícios” de direção preserva a embreagem

Um dos principais costumes que danifica a embreagem é descansar o pé sobre o pedal, ou manter a mão na manete, no caso das motos

pe-embreagem

O conjunto de embreagem de um veículo tem por finalidade conectar e desconectar os movimentos rotativos do motor para a caixa de marchas (também chamada de caixa de câmbio) e vice-versa. Esse equipamento é composto basicamente por disco, platô, garfo, colar e cabo, ou atuador e cilindro mestre, caso seja hidráulica.

Para engatar uma marcha, é preciso acionar a embreagem para que ela afaste as peças e impeça a transmissão da rotação do motor para a caixa de marchas. Isso facilita a movimentação para o engate, e quando começamos a tracionar o veículo para que retome o movimento, a embreagem é novamente conectada e volta a transmitir o movimento de rotação do motor para a caixa de forma gradativa. (Veja os componentes e funcionamento da embreagem no vídeo abaixo).

Quando o sistema perde eficiência, os sintomas mais comuns são: patinação (quando o acoplamento já não acontece mais da maneira certa, de forma suave, e passa a girar um tempo em falso, conforme o motorista vai tirando o pé do pedal de embreagem), trepidações, ruídos na transmissão e no acionamento do pedal ou da alavanca de câmbio. Além da dificuldade para engatar as marchas.

A durabilidade do conjunto de embreagem varia de acordo com a forma de dirigir do motorista e do tipo de uso do carro. Veículos que rodam mais tempo na cidade terão desgaste mais acentuado do que os que rodam mais em estradas, por exemplo.

engrenagens-de-transmissaoA vida útil desse conjunto varia de acordo com a maneira que é utilizado, podendo chegar a mais de 100 mil quilômetros, quando usado de forma correta, ou não passar de 10 mil quilômetros, se mal utilizado – o que pode ainda diminuir também a vida útil de outros componentes, como da própria caixa de marchas e do motor.

Para prolongar o tempo de vida da embreagem, o motorista deve se policiar e evitar certos “vícios” de direção. A forma correta é sempre acionar totalmente o pedal de embreagem, de forma suave, sem dar trancos nas arrancadas e nas trocas de marchas. Além disso, é muito importante atentar-se para:

– Não descansar o pé no pedal de embreagem. O pedal só deve ser pressionado na hora de passar a marcha;

– Não acionar o sistema de forma indevida – por exemplo, segurar o carro na subida acionando parcialmente a embreagem e o acelerador. Essa ação desgasta rapidamente o conjunto. Use o freio nessas situações e use o freio de mão se for ficar muito tempo parado.

– Mesmo que o carro tenha torque suficiente para sair em segunda marcha, use sempre a primeira marcha para colocar o veículo em movimento.

– Não carregue o veículo com mais peso que a carga máxima definida pelo fabricante. Além de prejudicar a suspensão e as frenagens, aumenta o esforço da embreagem.

– Dirigir com a mão apoiada na alavanca do câmbio pode aumentar o desgaste de alguns componentes ligados ao trambulador, como o anel sincronizador e a luva de engate. Pior ainda quando o carro está em movimento — e ainda há o risco de multa e acidentes, pois o motorista não está com as duas mãos no volante.

Não tirar a mão do manete desgasta da embreagem da moto

embreagem moto

O mal uso embreagem, além de desgastar de modo prematuro o componente, aumenta o consumo de combustível, reduz o desempenho e faz o motor durar menos. Quando o motociclista aciona a manete, uma alavanca interna separa gradualmente os discos que formam o sistema da embreagem. Isso promove a gradual desconexão da energia do motor enviada à roda. Por isso, quanto menos tempo a mão estiver agindo na manete de embreagem de uma moto, menos desgaste provoca.

O vício de elevar os giros do motor agindo na manete provoca a chamada “queimada de embreagem”. Se essa ação for rotineira, o material presente nos discos da embreagem será desgastado por causa do atrito exagerado e da alta temperatura. Como os discos da embreagem trabalham mergulhados em óleo, na grande maioria das motos, a consequência, além do desgaste, é a contaminação do óleo, que é o mesmo que lubrifica o motor.

Para prolongar a vida da embreagem, é indicado também realizar regulagem periódica, mantendo uma pequena folga na manete – de 2 a 5 mm, e fazer, no tempo correto, a troca do óleo, respeitando a especificação do lubrificante indicada no manual.

O desgaste avançado do sistema pode ser percebido, por exemplo, se começam as “patinadas”, que é quando se solta a manete, mas a impressão é do sistema ainda estar atuando, ou quando ocorre um endurecimento evidente no acionamento, assim como vibrações e ruídos.

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